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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Moda gótica versus moda metal



Muitas vezes as pessoas confundem um visual gótico com apenas “se vestir de preto” e ter um “visual trevoso”. E vamos a algumas constatações.
São poucas as bandas de gothic metal que usam ou já usaram algum visual mais glam ou mesmo gótico. Em geral as bandas de metal usam preto como cor principal. Quase nunca diferem desse tipo de coisa, usando roupas comuns, penteados comuns, apenas com uma aparência um pouco mais sombria. Mas nada que tenha alguma importância na concepção visual do seu estilo.
Isso se deve as heranças hard rock do metal. Bandas como Black Sabbath já adotavam um visual mais parecido com o que se vê hoje. Mesmo sem ser algo exagerado, essa concepção foi levada adiante.
Temos os visuais masculinos altamente agressivos. O uso despikes, corpse paint, cabelos compridos desgrenhados, rapazes geralmente fortes, roupas de couro, cintos com balas de armas. Jaquetas de couro com rebites. Expressões e gestos que expressem poder, atitude, força. Replicas de armas, em estilo medieval. Roupas que expressem o fator violento do som. Os visuais femininos tendem a parecer algo mais vulgar, com roupas mais juntas ao corpo, vestidos com aquele ar mais “antiquado”, pouca maquiagem. Cabelos sempre perfeitos, sedosos, compridos.
Já no visual gótico, há uma tendência mais glam, mais feminina. As roupas, por mais sombrias que sejam, nem sempre são pretas ou trazem aquele ar carregado e agressivo. Os homens tendem a usar sobretudos, capas, roupas femininas, maquiagem, penteados diversos. As mulheres possuem um apelo mais sensual e mais provocativo, usando menos da vulgaridade para compor seu estilo. Há o uso intenso de maquiagens, sombras e outros apetrechos. Muito embora seja uma forma mais exagerada de conceber um visual, o gótico não se torna agressivo. Ele deixa transparecer um sentimento mais nostálgico e menos “heróico”.
Isso acontece por conta dos valores. O heavy metal carrega valores altamente masculinos, que são a força, a conquista, a brutalidade, o machismo. Já o gótico, por herança do glam rock, traz no seu visual uma estética feminina, que se preocupa com detalhes, com as sutilezas e com a beleza. Esses são trabalhados, há todo um cuidado com o significado do visual atrelado ao som que tocam, coisa que passa desapercebida pelo metal.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Rock gótico: o desalento na cultura pop


Rock gótico: o desalento na cultura pop

Em 1976, Joey Ramone cantava que já não se importava nem com este mundo nem com aquela garota. “I Don’t Care” era uma letra minimalista cantada melancolicamente sobre acordes furiosos. O desalento punk dos Ramones era sinal de que há algum tempo parte dos adolescentes já não via o mundo de uma forma colorida e otimista. A canção jovem precisava expressar essas novas percepções do mundo. E ela fez isso de diferentes maneiras. O movimento dark ou gótico foi uma delas.




Divulgação
Nos anos 80, o The Cure transformou as angústias adolescentes em belas canções, entre elas algumas das melhores que o rock gótico já criou


O rock gótico foi um dos primeiros filhotes do punk no final dos anos 70. Numa época em que a disco music festiva e descompromissada dominava as paradas de sucesso, uma vertente do rock com canções introspectivas, letras que expressavam angústias e uma visão sombria da sociedade e trágica dos relacionamentos amorosos surgiu no Reino Unido. Bandas como Siouxsie and the Banshees e Bauhaus misturaram efeitos eletrônicos, uma repetitiva e onipresente bateria e vocais dramáticos para cantar sua visão pessimista do mundo.


Reprodução
"Bela Lugosi's Dead", considerado o marco inicial do rock gótico


Muitos críticos consideram o lançamento do disco “Bela Lugosi’s Dead”, do Bauhaus, em 1979, o marco inicial do rock gótico. O estilo logo ganhou adeptos e nos anos 80 despontaram bandas como The Jesus and Mary Chain, Sisters of Mercy e aquela que é considerada uma das mais expressivas e bem-sucedidas do gênero, o The Cure, apesar do grupo ter uma produção musical que vai bem além do estilo.



Divulgação
Siouxsie Sioux

As principais características do rock gótico surgiram logo nos primeiros dias do punk britânico, inspiradas no “faça você mesmo”, no niilismo e na agressividade visual e sonora preconizados pelo punk. Só que com uma predileção por temas que misturam obsessão pela morte, romantismo macabro e sadomasoquismo. Parte das raízes do rock gótico estava também no glam rock dos anos 70, de David Bowie e Roxy Music, e no rock alternativo de Nova Iorque do final dos anos 60, como o do Velvet Underground. Visualmente, roupas pretas, muitas de couro no mesmo estilo sadomasoquista do punk, e maquiagens faciais de aspecto fúnebre identificavam os admiradores do gótico.
Várias culturas e movimentos artísticos influenciaram o fenômeno. Uma das mais importantes foi a tradição literária do Romantismo do “mal do século” que teve seu expoente com Lorde Byron, mais de uma centena de anos antes na Inglaterra. Também elementos das antigas culturas egípcia e celta, da mitologia cristã, do surrealismo e do dadaísmo, citações de perversidades sexuais e de histórias de vampiros, futurismos cibernéticos e a filosofia de Nietzsche compuseram uma colagem de referências presentes nas canções góticas.
O gótico emplacou diversos sucessos que viraram clássicos da cultura pop como “Lullaby” e “Lovesong”, do The Cure, e “Christine”, de Siouxsie and the Banshees. As influências da atmosfera do dark estão presentes também em canções clássicas de bandas que não pertenciam ao movimento como em “She Lost Control”, do Joy Division, ou “Suffer Little Children”, dos Smiths. A herança gótica avançou pela década de 90 influenciando bandas como Type O Negative e Nine Inch Nails, entre outras.




Reprodução
"Disintegration", do The Cure, é considerado pela crítica
um dos melhores discos da banda e da história do rock


A cena gótica se diluiu na virada dos anos 80 para os 90, mas os sentimentos de rejeição, solidão e desilusão que atingem parte dos adolescentes não. E a música pop continuou a tê-los como temas principais em movimentos como o grunge e as canções de Nirvana, Pearl Jam e companhia. Mas, apesar de tocar nos mesmos problemas, o grunge não agradava a uma parcela da juventude que tinha mais afinidade com os valores e a visão do mundo que o rock gótico trazia.
A subcultura gótica foi um caminho que muitos jovens com uma sensibilidade mais romântica encontraram para lidar com as dificuldades emocionais da adolescência, com a crescente complexidade do mundo a sua volta e com a percepção negativa do futuro. Enquanto esses fatores, que podem ter contribuído para o sucesso do gótico como uma das mais duradouras subculturas jovens, persistirem, uma parte dos jovens buscará na cultura pop canções que expressem essa sensação de desalento e que de alguma forma os ajudem a se sentir menos sozinhos.






 




 




Discografia básica

Conheça dez álbuns essenciais para uma discoteca inicial de rock gótico:

Bela Lugosi’s Dead (1979) – Bauhaus
Closer (1980) – Joy Division
Seventeen Seconds (1980) – The Cure
Juju (1981) – Siouxsie and The Banshees
Pornography (1982) – The Cure
Nocturne (1983) – Siouxsie and The Banshees
First and Last and Always (1985) – Sisters of Mercy
Psychocandy (1985)– The Jesus and Mary Chain
Disintegration (1989) – The Cure
The Downard Spiral (1994) - Nine Inch Nails

Filme O Retrato de Dorian Gray Download - Atualizado



Introdução sobre O Retrato de Dorian Gray







Numa época de desencanto, um jovem e belo aristocrata inglês teve seu retrato pintado por um amigo artista. Ao olhar a perfeição da figura ali retratada, ele se deu conta pela primeira vez da sua extraordinária beleza.
Ao mesmo tempo, percebeu também que o tempo seria implacável e que,
em alguns anos, o que era belo se tornaria decrépito. Mas, a pintura imortalizou aquele momento e o que ele não faria para que, em vez de seu corpo, fosse aquela imagem no quadro que envelhecesse e recebesse todas as mazelas que a vida lhe tinha reservado.
Ele estabeleceu, então, uma estranha relação com seu retrato e num pacto que remete ao “Fausto”,
 de Goethe, trocou sua alma pela beleza eterna.
Esse jovem chamava-se Dorian Gray.  




Divulgação / Momentum Pictures
“O Retrato de Dorian Gray” foi o único romance escrito por Oscar Wilde. Ele seria o suficiente para colocá-lo entre os mais importantes escritores da língua inglesa. Considerado uma das obras-primas da literatura universal, o livro tem sido uma fonte inesgotável de estudos, análises críticas e adaptações para o cinema, a TV e o teatro. Um dos motivos disso é a riqueza do texto de Wilde, que remete ora ao mito grego de Narciso ora à “inutilidade” da arte, entre tantas outras referências culturais. Metáfora da agonia do final do século 19, inserido no decadentismo – estética que se opôs ao realismo e ao naturalismo e carregou uma visão pessimista do mundo –, “O Retrato de Dorian Gray” recusa o racionalismo para mergulhar no fantástico e assim nos mostrar que a arte não é mais o reflexo do real e sim que “a vida é o espelho da arte”, nas palavras do próprio Oscar Wilde.         




Os principais personagens

Dorian Gray: jovem aristocrático cuja consciência da beleza física ao vê-la retratada em um quadro e a tentação de mantê-la eternamente acabam por corrompê-lo. Sob a influência de Lorde Wotton passa a perseguir todos os prazeres possíveis não importando se são imorais ou sórdidos.

Basil Hallward: artista plástico que torna-se amigo de Dorian ao conhecê-lo numa festa. Obcecado pela bela figura do jovem aristocrata o acaba retratando num quadro que torna-se sua obra-prima.

Lorde Henry Wotton: aristocrata amigo de Basil, é um ferino crítico da hipocrisia e do moralismo da era vitoriana. Ao conhecer Dorian o seduz com sua visão de mundo cínica e hedonista.

Sibyl Vane: atriz jovem e talentosa por quem Dorian se apaixona. Sua condição econômica é precária e sua paixão pelo jovem aristocrata acaba comprometendo sua performance nos palcos.

A obra mostra a inquietação de Wilde em relação à hipocrisia da era vitoriana na Inglaterra. Uma época marcada pela prosperidade econômica e pelas péssimas condições de vida para boa parte dos trabalhadores, que tinha o puritanismo convivendo com uma ampla tolerância à prostituição, que assistia à inovação artística vinda de obras como “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, ao lado do sucesso popular de shows sobre fenômenos paranormais. No ensaio “Oscar Wilde: o esteta e o mascaramento do corpo”, Stella Maria Ferreira mostra que, no desenrolar da narrativa sobre Dorian Gray, o escritor faz a inversão de todos os valores abraçados pela sociedade da época.




Divulgação / Momentum Pictures
Cena de "Dorian Gray", dirigido por Oliver Parker, com Colin Firth (à esquerda) como Lorde Wotton e Ben Barnes como Dorian Gray

“O Retrato de Dorian Gray” foi publicado em 1891. Na obra ficam evidentes as influências do romance gótico e das ideias do decadentismo. O pacto fáustico de Gray em busca da eterna aparência de beleza e juventude, seu processo de auto-destruição e passagens homoeróticas retratadas no livro alimentaram várias críticas na época que o acusaram de ser “imoral”. Wilde respondeu a elas defendendo a amoralidade da arte. No prefácio do livro, Wilde expõe sua filosofia. Em suma, para ele, o propósito da arte é não ter propósito, uma declarada afronta à mentalidade vitoriana que pensava a arte como instrumento de educação social e de “elevação moral”. A influência de “O Retrato de Dorian Gray”, com sua temática da supremacia da juventude e da beleza e da superficialidade da sociedade, tem alcançado várias linguagens artísticas, do cinema à música pop, desde o seu lançamento.




Dorian Gray, o filme

“O Retrato de Dorian Gray” já ganhou várias adaptações para o cinema. Em 2009 estréia na Europa a versão com direção de Oliver Parker (“Eu Realmente Odeio Meu Trabalho”, “A Importância de Ser Honesto”), um diretor especializado nas adaptações das obras de Oscar Wilde para as telonas. O filme traz Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia”, “Stardust”) no papel de Dorian Gray, Colin Firth como Lorde Henry Wotton, Ben Chaplin como Basil Hallward e Rachel Hurd-Wood como Sibyl Vane.

Biografia de Oscar Wilde





Reprodução
Retrato do escritor Oscar Wilde
Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin (Irlanda), em 16 de outubro de 1854. Filho de intelectuais irlandeses – seu pai era médico e escreveu sobre arqueologia e folclore e sua mãe era uma nacionalista especialista em mitologia e cultura céltica, além de poetisa –, o jovem passou a infância estudando em sua terra natal até ganhar uma bolsa de estudos no Magdallen College, da Universidade de Oxford.

Nos anos em Oxford, o gênio e a personalidade de Wilde floresceram. Ele se destacou como um dedicado estudioso, um devotado esteta defensor da “arte pela arte” e um inspirado poeta, que ganhou o prêmio Newdigate com seu poema “Ravenna”. No começo dos anos 1880, Wilde estava residindo em Londres e estabeleceu-se nos círculos literários locais onde desfilava sua inteligência, elegância e extravagâncias. Após a publicação de “Poemas”, em 1881, obra na qual reforçava sua ligação com o esteticismo, ele partiu para uma série de palestras nos Estados Unidos e no Canadá. Vestido com suas jaquetas de veludo, meias negras de seda e calças curtas tipo corsário, Wilde passou um ano provocando a indignação da imprensa com sua postura lânguida e hedonista e discursando sobre a supremacia da beleza e da arte para o público da América do Norte.




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Capa de edição em inglês de "O Retrato de Dorian Gray"
Após sua volta ao Reino Unido, Wilde casou-se em 1884 com Constance Lloyd, filha de um proeminente advogado irlandês. Nos anos seguintes, eles tiveram duas crianças: Cyril e Vyvyan. Foi um período em que Wilde desenvolveu ainda mais suas habilidades como escritor ao trabalhar em publicações como a Pall Mall Gazette e a Woman’s World . Em 1888, ele publicou “O Príncipe Feliz e outros contos”.

No começo da década seguinte Wilde produziria sua obra-prima e um dos mais importantes livros de todos os tempos. “O Retrato de Dorian Gray” foi publicado originalmente na Lippincott’s Magazine, mas foi revisado e ampliado em 1891 ganhando seis capítulos antes de ser lançado como livro. No mesmo ano, ele voltaria a mostrar sua extraordinária criatividade com o lançamento das obras “Crime de Lorde Arthur Savile e Outras Histórias” e “A House of Pomegranates”.

Wilde inciou também uma fecunda e bem-sucedida produção de dramaturgias. Entre as peças de maior destaque estão “Salomé”, “Uma Mulher Sem Importância”, “Um Marido Ideal” e “A Importância de Ser Honesto”. A sátira à hipocrisia da era vitoriana era um dos seus temas prediletos nas comédias que escreveu. Os sucessos das corrosivas críticas de Wilde à sociedade e sua incansável perseguição aos prazeres da vida lhe renderiam muitos inimigos. Um deles foi o Marquês de Queensberry, pai de Lorde Alfred Douglas com quem Oscar Wilde havia estabelecido uma íntima amizade desde 1891. O Marquês acusou Wilde de sodomia e o escritor resolveu processá-lo por difamação. Isso, no entanto, mostrou-se uma estratégia equivocada. O processo revelou evidências de uma vida sexual polêmica para a época e resultou em novas acusações e no julgamento de Wilde. Condenado, devido a suas opções sexuais, ele passou dois anos cumprindo pena de prisão com trabalhos forçados em Reading Gaol.





Reprodução
Versão para o cinema da peça
"A Importância de Ser Honesto", escrita por Oscar Wilde

As péssimas condições do presídio lhe deixaram graves sequelas. Ao ser libertado rumou para Paris. Durante o processo e a prisão, ele caiu em desgraça, perdendo seus bens, o apoio da família e suas obras foram recolhidas. Sua tentativa de voltar a ser um brilhante escritor esbarraram em sua precária condição financeira, no vício pelo absinto que adquiriu na capital francesa e numa morte repentina causada por meningite em 30 de novembro de 1900.



Obras de Oscar Wilde

Ravenna (1878)
Poemas (1881)
O Príncipe Feliz e Outros Contos (1888)
The Decay of Lying (1889)
O Retrato de Dorian Gray (1891) 
Os crimes de Lorde Arthur Savile e Outras Histórias (1891)
Intentions (1891)
Salomé (1891)
The House of Pomegranates (1892)
O Leque de Lady Windermere (1892)
Uma Mulher Sem Importância (1893)
The Duchess of Padua (1893)
The Sphinx (1894)
Um Marido Ideal (1895)
A Importância de Ser Honesto (1895)
A Balada do Cárcere de Reading (1898)

Batom Escuro

É tempo de guardar na gaveta o velho batom nude ou aquele rosinha super delicado. As bocas da próxima temporada estarão preenchidas por tons escuros que passeiam entre o vinho e o Berry. Da pegada gótica ao futurista, a proposta esteve presente nas semanas de moda nacionais e também virou mania ao redor do globo.



Lino Villaventura, Patachou, R. Rosner, Mario Queiroz, entre outros grandes nomes da moda nacional aderiram à mania dark. Rômulo Flores, make up artist que integrou a beleza de grandes marcas que se apresentaram na edição de Outono/Inverno 2012 do Fashion Rio e do SPFW acredita que o segredo do sucesso da maquiagem com batom escuro está no preparo da pele, pois é uma forma de "ressaltar" a cor. "Nada melhor do que pele básica e iluminada nos cantos." aconselha Rômulo. A dica serve principalmente para as negras, que por possuir pele mais escura devem usar blushes e sombras em tons mais claros, de preferência o lilás e o dourado, que têm a finalidade de iluminar a make e dar ares mais joviais.
Um fator que conta muito na hora de eleger o visual dark é a versatilidade. Os estilos das makespodem passear do gótico ao futurista e tudo isso com a simples ajuda de um gloss. Quem define essa transição dos batons é a stylist e produtora de moda Isabella de Castro, que também é uma boa entendedora do universo da beleza para compor suas produções. "Esse tipo de batom quando é usado na forma matte e dá uma cara bem invernal e puxada para o gótico, tendência que já vem forte há algum tempo e permanece. Já se colocarmos um gloss por cima, suaviza o look e traz para uma coisa mais futurista, mais plástica, que é outra estética bacana para seguir", diz Isabella.
Outra grande dúvida das mulheres que a stylist também esclarece é quanto ao look usado com os lábios de cores vinho, ruby ou Berry. Isabella Castro propõe soluções variadas que vão do color block, ao dark style. "Tons mesclados com vermelho mais para o berry combina com qualquer tipo de look, do color block ao folk passando pelo rock and roll. Cuidado para os tons mais escuros que vão para o ameixa quase preto. O batom puxa para o gótico e para estética 'bruxinha' que é uma tendência, mas também pode ficar desconexo ao visual", adverte a Isabella.








Vampiros do Cinema

Vampiros do Cinema









 Eles estão de volta às telonas. Com a estreia deSombras da Noite, com Johnny Depp como o vampiro Barnabas Collins, relembre alguns atores e atrizes que personificaram esta lendária criatura das trevas e deixaram muita gente com água na boca









  Sim, ele não poderia faltar. Mesmo todo brilhante, Robert Pattinson, na pele de Edward Cullen da saga Crepúsculo, tornou-se o vampiro favorito entre as teens. Cá para nós: ele está mais para fada do que para vampiro...




  Entre as belas, Kate Beckinsale como a vampira Selene na franquia Anjos da Noite.


  Ryan Reynolds, como o saradão Hannibal King de Blade: Trinity - o vampiro que volta a ser humano com a ajuda de Abigail (Jessica Biel) - não poderia faltar nesta lista.



 De Entrevista com o Vampiro, temos dois vampiros de tirar o fôlego: Brad Pitt, como Louis de Pointe du Lac...



Foto: Divulgação
... e Tom Cruise, como Lestat de Lioncourt.

  Salma Hayek, em plena forma, causou furor em George Clooney e Quentin Tarantino com a dança pra lá de sensual de Satanico Pandemonium, em Um Drink no Inferno.




Drácula realmente tem bom gosto. Uma de suas noivas, no clássico de Bram Stoker, foi vivida pela bela italiana Monica Bellucci.                                                                                         









O que vocês acham de Aaliyah como a Rainha Akasha de A Rainha dos Condenados?




Direto do túnel do tempo,Kiefer Sutherland como o vampiro Shane de Garotos Perdidos.





Direto do túnel do tempo, Angus Sutherland como o vampiro Shane de Garotos Perdidos 2.


Até a Bond girl Olga Kurylenko encarnou o personagem como a vampira de Paris, Te Amo, no segmento Quartier de la Madeleine, dirigido por Vincenzo Natali.

E você? Qual vampiro do cinema você deixaria morder seu pescoço?

Os Estilos dos Anos 80 - Gótico

Os Estilos dos Anos 80 - Gótico



O rock gótico era originalmente considerado um rótulo para um número pequeno de bandas de rock/pós-punk, mas hoje possui um espectro bem maior - abrangendo em si o Death Rock, a Música Industrial e até algumas bandas da New Wave, por exemplo. Enquanto a maioria das bandas punk focava um estilo agressivo, as primeiras bandas góticas eram mais pessoais e introvertidas, com elementos de movimentos literários como horror gótico, romantismo e niilismo.

JOY DIVISION
Suas raízes estão no início dos anos 1980, no culto do rock depressivo, melancólico e sombrio de bandas pós-punk como Bauhaus, Joy Division, The Cure, The Sisters of Mercy, Siouxsie & the Banshees, embora, como já foi dito, nem todas aceitem se enquadrar no estilo.
O Bauhaus é considerada a banda pioneira do estilo e o single Bela Lugosi is Dead é um clásico do estilo. Apesar de não ter sido exatamente um sucesso de vendas, a música definiu tudo aquilo que seria o rock gótico (guitarras distantes do resto dos instrumentos e um vocal que se mistura a todo o resto como que solto no espaço), e se manteve nas paradas independentes da Inglaterra por muitos anos.
THE CULT
Não confundir com Gothic Metal, que utiliza alguns poucos elementos da música gótica, mas são bandas de Metal em sua essência; ou com post-punk, vertente do rock dos anos 80 caracterizada pelo ritmo monolítico, influências do art rock e temáticas como filosofia existencialista (ex.: Joy Division, Echo & The Bunnymen, The Cure, The Fall, Suicide e, em parte, The Smiths), mas contendo mais experimentalismos musicais (inclusive ligados ao krautrock e ao proto-punk), sem as limitações de um rótulo determinado, como ocorre no rock gótico.
THE SMITHS
O gothic rock aborda com freqüência temas espirituais como o xamanismo e a cultura indígena sob uma ótica atemporal ou temas cotidianos e introspectivos sob uma ótica urbana e contemporânea, além de ter suas bases estilísticas voltadas ao rock’n’roll e a música pop; o Gothic Metal, ao contrário, aborda a época medieval e o heroísmo romântico e suas bases são o gênero Metal e a música clássica.
Outras bandas principais do estilo foram: The Cure (no entanto, Robert Smith disse em 2006 que "é patético quando o 'gótico' ainda se cola ao nome The Cure", pois acha o subgênero "incrivelmente estúpido e monótono. Verdadeiramente lastimoso") e Joy Division, com uma bateria de certo rigor militar executada por Stephen Morris, e definido como Death Disco por alguns produtores, letras significativas em contraste com uma batida compulsória inclinada à dança, algumas músicas com toques eletrônicos e os vocais reverberados de Ian Curtis. Porém, após sua morte em 1980, a banda mudara sua sonoridade e letras, formando o New Order ("Nova ordem"), nome auto-explicativo, e iniciou-se o distanciamento do gênero que a consagrou.
Nos anos 1990, assim como os punks, os góticos ascenderam como subcultura jovem e criaram um mundo paralelo. Na década de 1990, o leque estético se abriu e a juventude que compartilhava desse sentimento - um misto de pessimismo, inadequação à realidade e romantismo mórbido - reuniu-se em torno de uma série de referências.
Englobararm música, (Marilyn Manson, Nine Inch Nails), literatura (os romances góticos do século XIX, os contos e poemas de Edgar Allan Poe e H.P Lovecraft, as "Crônicas dos Vampiros" de Anne Rice"), HQs, moda (cabelos negros estilo Robert Smith do The Cure, crucifixos, look andrógino e roupas de couro) e cinema num só universo. Apreciadores de filmes de terror, com personagens malditos e atmosfera de mistério, os góticos tiveram seu gosto representado em alguns filmes da época como o O Corvo (1994), A Família Addams (1991-1993), Edward Mãos de Tesoura (1990), Dracula de Bram Stoker (1992), Entrevista Com o Vampiro (1994), Frankenstein de Mary Shelley (1994) e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999).
"O gótico é uma barbárie sofisticada. É a paixão pela vida coberta pelo simbolismo da morte. É uma amor cínico pelo sentimento. É uma combinação de extremos como sexo e morte. É utilizar a escuridão para iluminar. É acreditar que a obrigação é vã e vaidade um dever. É a compulsão por fazer a coisa errada por todos os motivos certos. é uma nostalgia ansiosa pelos dias sombrios que nunca existiram. É a negação da realidade e a transferência da fé para o imaginário. É o profano, o sinistro, o estranho".Gavin Baddeley, no livro GOTH CHIC - Um Guia Para a Cultura Dark

As Principais Bandas

BAUHAUS
Nascido em 1978 em Northampton, na Inglaterra, o quarteto formado por Peter Murphy, Daniel Ash, David J e Kevin Haskins foi batizado originalmente como Bauhaus 1919.
O nome (literalmente casa de construção em alemão) foi pego emprestado da lendária escola de arquitetura alemã, fundada em 1919 e famosa por revolucionar o design da época, além de ser o berço da expressão "menos é mais". Ícones do pós-punk, fundadores do goth rock, ou simplesmente uma banda com ótimos discos, a breve existência do Bauhaus garantiu uma discografia de dar inveja.
A coletânea Bauhaus: 1979/1983, um álbum duplo, lançado em 1985, ainda é o melhor cartão de visita do som da banda. As músicas são tiradas de álbuns como "In the Flat Field"e "Mask". Têm faixas para os gostos menos obscuros como "Double Dare" e a ótima versão para "Telegram Sam" do T. Rex, até as mais introspectivas e esfumaçadas como a própria "Bela Lugosi", que aparece aqui numa versão ao vivo um pouco menos entorpecida que a gravação de estúdio. Hits como "Kick in the Eye" e a versão para "Ziggy Stardust" do Bowie dividem espaço com pérolas como "Stigmata Martyr" e "God in an Alcove".
Dizer que é impossível ouvir o disco sem pensar nos anos 1980 é dispensável. Isso porque o Bauhaus foi uma das bandas símbolo da melancolia dançante tão fácil de associar a essa década. As guitarras abafadas, os sintetizadores ainda conversando timidamente com o rock soam de outra época, claro.
Com o fim da banda em 1983, Peter Murphy seguiu carreira solo, após participar do efêmero Dali’s Car em 1984, com Paul Vincent Lawford e Mick Karn do Japan. Já Daniel Ash, Kevin Haskins e Glenn Camping formaram o projeto Tones On Tail, uma banda que seguia o synthpop, mantendo ainda algumas veias góticas. Daniel Ash, David J. e Kevin Haskins formariam em 1985 o Love And Rockets.
Mas mesmo após 27 anos de sua separação em 1983, a banda ainda convence. Em 1998, o Bauhaus se reuniu em uma apresentação no festival Coachella. Não faltou a encenação gótica inventada há 30 anos, com direito a Peter Murphy fazendo pose de vampiro. Pode parecer velho e ultrapassado, mas por se tratar de Murphy e sua trupe a gente abre uma exceção, por que os caras podem.

SIOUXSIE & THE BANSHEESSiouxsie foi a vocalista de um dos grupos mais significativos da cena pós-punk, The Banshees, que chegou a ter na formação inicial Sid Vicious (como baterista) e, mais adiante, o guitarrista Robert Smith, a voz e o cérebro do The Cure (o baixista Steve Severin e o baterista Budgie foram os integrantes mais constantes da banda). As banshees são entidades femininas da mitologia celta que anunciam a proximidade da morte. E têm uma bela voz como a de Siouxsie.
Once Upon a Time: The Singles, lançado em 1981, capta a fase inicial da banda inglesa, anterior ao mergulho na neo-psicodelia. Genericamente, o som é denso, com linhas de baixo consistentes, bateria tribal e guitarras climáticas. Como o álbum compila os primeiros singles, também há momentos de sonoridade punk, mais crus e diretos, como em "Hong Kong Garden", o primeiro single dos Banshees (que chegou ao top ten britânico).
No decorrer do disco, é possível perceber a evolução sonora da banda e a guinada para os sons rotulados de góticos, em faixas de maior complexidade como "Christine", "Israel" e "Spellbound". Apesar de Tinderbox, de 1986, ter sido o trabalho de maior sucesso comercial da banda, foi o pós-punk dos primeiros anos, muito bem representados nessa coletânea, que concedeu ao Siouxsie & the Banshees o status de uma das melhores bandas góticas.
THE CURE
The Cure. Uma banda com mais de 30 anos de história, influente e inspiradora, que trilhou sempre seus próprios caminhos, experimentou e moldou seu som por parâmetros próprios, sem abrir concessão à sua arte e se render a modismos, épocas e à crítica.
Criou um universo paralelo para si e seus discípulos, ora derramando melancolia em doses cavalares, desesperos existenciais, influência gigantesca no rock gótico, viagens cósmicas ou alegrias juvenis. Dançou também, chacoalhou em rocks funkeados e arrematou corações por todo o globo com um romantismo quase obsessivo.
Bandas e artistas tão distintos como Linkin Park, Green Day, Red Hot Chili Peppers, Mogway, Placebo, Interpol, The Killers, Arcade Fire, Nine Inch Nails, Marilyn Manson, Frank Black, Scarlett Johansson, Chris Cornell e até Metallica já assumiram sua admiração por Robert Smith e seus asseclas. Mestre David Bowie se diz fã de carteirinha. Os geniais Neil Gaiman e Tim Burton também já prestaram suas homenagens.

THE SISTERS OF MERCY / SISTERHOOD / THE MISSION
O nome The Sisters of Mercy, uma das bandas mais cultuadas pelos góticos, foi escolhido a partir de uma música de Leonard Cohen, Sisters of Mercy. A música de Cohen fazia referência a um grupo de freiras católicas. Porém, esta letra é interpretativa e pode também fazer alusão às prostitutas. Ao escolherem este nome, Andrew Eldritch e Gary Marx interpretaram a segunda opção. Segundo Andrew, o comportamento das bandas de rock daquela época poderia ser associado à atividade das prostitutas. O nome The Sisters of Mercy seria uma ótima metáfora para a situação.
No início de 1981, Andrew assume o vocal da banda e coloca uma bateria eletrônica, o famoso Doktor Avalanche. Além disso, Craig Adams (baixo) é convidado para integrar a banda e iniciar as apresentações ao vivo. Em 1983, o The Sisters of Mercy recebe o guitarrista Wayne Hussey, ex-músico do Dead or Alive. Nesta mesma época, a banda assina contrato com a gravadora Elektra, um dos selos da Warner. O primeiro álbum oficial foi lançado em 1985. First and Last and Always é para muitos fãs, o melhor trabalho do The Sisters of Mercy, incluindo a melhor formação que a banda já teve em sua história. Neste trabalho, Wayne destacou-se como principal compositor. Mas Andrew ainda era o mentor.
A partir deste momento, a banda entra numa fase muito atribulada. Na turnê de divulgação do disco, Gary e Andrew desentendem-se e Gary abandona a formação. Ainda, Wayne e Andrew, passam a disputar espaço. As composições de Wayne não agradam Andrew e as divergências pessoais e musicais intensificam-se e tornam-se insuportáveis. Dessa forma, na última data da turnê, no show do Royal Albert Hall, em Londres, Andrew despede-se do público e tudo indica que, naquele momento, terminava a trajetória do The Sisters of Mercy.
Sobre as divergências, Andrew chegou a declarar para imprensa: "Eles me perguntaram: O que vamos fazer pelas novas canções? Eu disse: Que tal isto, isto e isto? Mas, infelizmente, o primeiro ‘isto’ que eu citei tinha muitos acordes por minuto e Craig não quis tocá-lo". Hussey também disse: "A maioria das canções que estamos tocando no The Mission são canções rejeitadas por Eldritch para o segundo álbum dos Sisters. Isso é irônico, porque atualmente ele vê nossos shows e me diz o quão boas elas são".
Após este fato, transcorreram-se cinco anos de rivalidade e disputas jurídicas. Em princípio ambas as partes concordaram que não usariam o nome The Sisters Of Mercy. Porém, Hussey e o baixista Craig Adams deram continuidade na carreira e gravaram algumas demos que não obtiveram sucesso entre as gravadoras. Assim, a dupla decide usar um nome que, de certa forma, os associassem ao The Sisters of Mercy.
O nome escolhido era The Sisterhood e a dupla chegou, algumas vezes, a se apresentar ao vivo. Por outro lado, Andrew Eldritch sentiu-se lesado ao ver que o antigo companheiro havia "quebrado o acordo de cavalheiros". Além disso, Sisterhood também era o nome do fã clube do The Sisters of Mercy. Assim, Andrew rapidamente registrou o nome e em seguida lançou um single, Givin Ground, e um álbum, Gift (Veneno, em alemão), no qual se encarregou apenas da programação eletrônica. Este trabalho contou com alguns convidados como Patrícia Morrison (que chegou a compor uma formação do The Sisters), Alan Veja, Lucas Fox e James Ray. A disputa pelo nome terminou nos tribunais e a dupla Hussey e Graig teve de batizar sua nova banda como The Mission.
THE MISSION
Hussey que no Sisters era guitarrista acabou assumindo os vocais na nova banda, pois Craig não queria de forma alguma ser vocalista e preferiu continuar no baixo. Para completar o grupo convidaram Simon Hinkler (guitarra) e Mick Brown (bateria).
No início de 1986 embarcam em sua primeira turnê através da Europa acompanhando o Cult. É importante destacar que a sonoridade da banda não lembra muito aquilo que poderíamos considerar como o som de um grupo tipicamente “gótico”, o The Mission é na verdade uma banda de rock de guitarras, quase hard, o que explica a proximidade com o Cult, banda que, posteriormente, contaria inclusive com a participação de Craig Adam (e que perderia Matt Sorum para o Guns’n’Roses). Lançaram ótimos álbuns como God’s Own Medicine (1987), Children (1988) e Carved In Sand (1990).
Já The Sisters of Mercy com sua nova formação, com Andrew, a baixista Patricia Morrison e Doktor Avalanche, voltou à ativa em 1987, com o álbum Floodland. Com um estilo diferenciado dos anteriores, este disco emplacou clássicos como Dominion, Mother Rússia e This Corrosion, que chegaram a ocupar as primeiras posições na parada de sucessos nos EUA. Em 1988, são lançados dois singles: Dominion e Lucretia My Reflection. O álbum Floodland vende mais de 200 mil cópias na América. No ano de 1990 ocorreu o lançamento de Vision Thing. Este disco é definido como o encontro do Gothic Rock com o Hard Rock. Um dos destaques deste trabalho é a penúltima faixa, More. Nesta época, a formação era, além de Andrew e Doktor Avalanche, Tim Bricheno (guitarra), Andréas Bruhn (guitarra) e Tony James (baixo). Foi com esta formação neste mesmo ano que a banda apresentou-se no Brasil, passando por Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.
Logo após o lançamento do álbum e a turnê, o The Sisters of Mercy entra em conflito com a gravadora. Nos anos seguintes foram lançadas apenas duas coletâneas: Some Girls Wander By Mistake e A Slight Case of Overbombing, esta no estilo "Grandes Sucessos", que também incluía a inédita Under The Gun, faixa que originalmente faria parte da trilha sonora do filme O Corvo. A banda segue em turnê e alguns integrantes criam projetos paralelos.

XMAL DEUTSCHLAND
Como uma banda que lançou pouco mais de quatro álbuns e que, ainda por cima, cantava em alemão pode ter conquistado tanto sucesso junto à “cena gótica” inglesa? E como a vocalista dessa dita banda pode disputar em pé de igualdade o título de rainha dos góticos com sua majestade única, Siouxsie Sioux? Quer respostas? Então passe uma noite embalando os seus pesadelos com os alalaôs da bruxa-rainha-loira Anja Huwe, ao som de “Incubus Succubus”, “Matador”, “Viva”, “Fetish”, “Tocsin”… e tire suas próprias conclusões…
O Xmal Deutschland surgiu na cidade de Hamburgo, Alemanha, no ano de 1980. Originalmente, era formado por um grupo de cinco garotas sem nenhuma experiência musical, mas com idéias bastante definidas sobre o som que pretendiam fazer. Aliás, a falta de experiências anteriores com outras bandas acabou se tornando uma característica de todos aqueles que fizeram parte do Xmal, sem exceção.
Enquanto na Inglaterra o pós-punk e o “gótico” davam os primeiros passos através de bandas do calibre de Bauhaus, Joy Division, The Cure e Siouxsie & The Banshees, na Alemanha surgia o movimento “Die Geniale Dilletanten”, de profunda contestação artística e de cunho quase “dadaísta” convidando à quebra de todas as regras e convenções musicais. Esse movimento artístico seminal que pretendia criar uma nova linguagem artística alemã também foi chamado de “Neue Deutsche Welle”, apesar de ser um tanto difícil estabelecer critérios de classificação em relação às características do movimento pela própria diversidade de leituras envolvidas, o certo é que se tratava de uma revolução conceitual furiosa e criativa que foi capaz de envolver grupos singulares como Palais Schaumberg, Eintürzende Neubauten, Abwarts, DAF e, é claro, o Xmal Deutschland.
A formação original do Xmal Deutschland era composta por Anja Huwe (vocais), Manuela Rickers (guitarra) e Fiona Sangster (teclados), Rita Simon (baixo) e Caro May (bateria).
Logo após a primeira apresentação do grupo, Rita Simon é substituída por Wolfgang Ellerbrock que passa a ser a única figura masculina no grupo. Com esta formação, gravam em 1980 o seu primeiro single, o hoje em dia raríssimo “Schwarze Welt”, pela pequena gravadora independente alemã Zick Zack Records.
No ano seguinte participariam de uma compilação da mesma gravadora com a música “Käbermarsch”. Logo a seguir, Caro May também deixa o grupo, sendo substituída por Manuela Zwingman, em 1982. Na Alemanha, o Xmal seria o precursor do estilo que ficaria conhecido como “gótico”, entretanto a aproximação em direção ao estilo festejado em Londres se deu de forma gradual através do mesmo “crossover” adotado por Siouxsie e seus Banshees em relação ao punk. Não é à toa que Anja ficaria também conhecida como a “Siouxsie loira” e disputaria com Susan Dallion o título de “rainha dos góticos”.
Bandas de Synthpop e outros estilos, que são em muitas vezes confundidas com bandas góticas:

CLAN OF XYMOX
Para seu segundo álbum na 4AD, Medusa, o Clan of Xymox tomaram a forma mais eficaz e atrativa elementos do seu mosaico de som (como testemunhado em intervalos comparados em seu álbum de estréia) e produziu um trabalho que, às vezes, atinge a beleza e o ambiente de seus colegas de gravadora na época como The Cocteau Twins ou Dead Can Dance.
Os holandeses do Clan of Xymox nunca tiveram o grande momento na cena gótica do Reino Unido, mas são cultuados pelos góticos, apesar de suas influências eletrônicas e seguir bem mais o synthpop.
A viagem começa e brilha, especialmente no 'Theme 1'. 'Michelle' é um bom exemplo da nova abordagem, poderosa e melódica, aproveitando a agressão e impulso, uma vez que têm puxado a música em um clímax brutal.
Medusa é uma paisagem sonora vibrante que realmente viu Clan of Xymox atingir um público maior e mais sensível. Medusa é, simplesmente, lindo de ouvir e, claro, um clássico como em muitos livros e assim é na minha discoteca. Louise é uma faixa que nunca vou cansar de ouvir.

PINK INDUSTRY
Pink Industry foi uma banda inglesa, de Liverpool, que surgiu na década de 1980. Era formada pelo trio Janey Casey (vocals) que havia passado pelas bandas Big in Japan e Pink Military, o baixista e tecladista Ambrose Reynolds, que teve passagem no Frankie Goes to Hollywood e o guitarrista Tadzio Jodlowski.
Ambas bandas que originaram os integrantes do Pink Industry tinham uma veia mais “new wave/technopop”, já o Pink Industry inveredou por um caminho mais “obscuro”. Dançante, mas intimista. Melódico, mas dissonante e tudo isso com um certo pé no etéreo (tanto que alguns sites os classificam como Dark Wave, Minimal Wave ou Gothic mesmo).

ANNE CLARKE
Apesar de não ser considerada gótica, sua música é eletrônica experimental, synthpop puro, Anne Clarke é cultuada pelos góticos. Dessa forma, em meio a essa explosão do movimento punk no final dos anos 70, início dos 80, Anne Clark engrandeceu a cena londrina com seus trabalhos e a partir daí iniciou sua carreira musical com suas declamações melancólicas e melodias viajantes, utilizando para isso, música eletrônica experimental.
Esse experimentalismo resultou na sua primeira performance ao vivo, com o Depeche Mode no Cabaret Futura de Richard Strange, e o seu primeiro álbum The Sitting Room lançado em 1982. Os álbuns seguintes, Changing Places (1983), Joined Up Writing (1984) e Hopeless Cases (1987), tiveram como seu parceiro nas músicas, o tecladista David Harrow, um conhecido do Warehouse Theatre e em Changing Places cinco músicas contaram com a parceria de Vini Reilly (Durutti Column).
As músicas Sleeper in Metropolis e Wallies, ambas do álbum Changing Places, e Our Darkness, do álbum Joined Up Writing, foram consideradas pela crítica marcos da década de 80 e até mesmo 90, com a versão remix de Our Darkness (1992).

DEAD CAN DANCEDead Can Dance foi uma banda composta por Lisa Gerrard (vocalista e compositora) e Brendan Perry (vocalista e compositor) formada em Melbourne, em 1981, na Austrália. Apesar de não fazerem a linha de som gótica, também são cultuados pelos góticos.
Pouco tempo depois, Lisa e Brendan mudam-se para Londres. No seu início a banda incluía ainda outros membros como Scott Rodger, Peter Ulrich e James Pinker, contudo nos anos 90 os membros da banda foram alterando-se, pois a banda começou a centrar-se somente nos vocalistas transformando-se assim num duo formado por Brendan e Lisa. Em Londres, o grupo assina um contrato com a 4AD, uma editora dedicada à música alternativa. O sucesso da banda, logo os consagra como uma das mais importantes desta editora.
O gênero musical da banda caracteriza-se por um conjunto de estilos, destacando-se o darkwave, com fusão de world music, música medieval e da Renascença européia.Em 1984, lançam o primeiro álbum, Dead Can Dance e, no mesmo ano, trabalham conjuntamente com os This Mortal Coil, na música "It'll End In Tears". No ano seguinte lançam o segundo álbum Spleen and Ideal, que atinge o #2 na tabela independente do Reino Unido.

COCTEAU TWINS
Poucos grupos foram tão originais e prolíficos quanto esse trio escocês. Gravavam pela minúscula 4AD e, ao lado do New Order e The Smiths, foram os maiores nomes da cena independente britânica nos anos 1980, no que diz respeito a lançamentos e vendagens. Com os vocais maravilhosos de Elizabeth Fraser e uma camada sonora produzida ao som de baixo, guitarra, teclado e bateria eletrônica, o Cocteau Twins teve uma das propostas sonoras mais interessantes, cultuados pelos góticos.
O nome veio de uma velha canção do (também) grupo escocês Simple Minds. Se você acha que a voz mais exótica do pop dos anos 80 e 90 é a de Björk e nunca ouviu o Cocteau, prepare-se para reavaliar seu conceito. Em 1982, na minúscula cidade de Grangemouth, na Escócia existia um cantinho em que um DJ chamado Robin Guthrie agitava as noites locais tocando clássicos do punk e new wave, chamada Nash, uma boate localizada em um hotel. Grangemouth era tão minúscula que Robin a comparava com um banheiro. Em Nash, sempre aparecia uma garota para dançar e pular, já que não havia outra forma de divertimento. Seu nome era Elizabeth Fraser, conhecida como Liz. Robin e Will Heggie, companheiro de agitos, riam dela, a única que conseguia dançar, e embora não simpatizassem muito com a menina, conversavam entre uma canção e outra. Os três então descobriram alguns gostos comuns, e resolveram montar um grupo.

TRISOMIE 21
Trisomie 21 podia pôr-se ao lado de uma sonoridade eletrônica cinzenta (não diria gótica, mas os góticos gostam), em algum lugar entre Clan of Xymox e Anne Clark. Resumindo e indo mais ao centro do seu som, a batida é eletrônica, os sintetizadores em dose moderada, o baixo de The Last Song, seu maior sucesso. Um pouco mais leve e atmosférico. A voz do Philippe Lomprez (que engraçado, é também o baterista) não denota necessariamente a pronúncia ou a proveniência lingüística francesa ou belga. Mas nota-se algum arrastamento, um certo arredondamento das sílabas. Uma banda synthpop com influências de Gothic.