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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

As 10 Maiores Serial Killers Femininas Da História

Histórias de serial killers sempre nos surpreendem. O caráter inescrupuloso que muitas pessoas possuem faz com que nós nos esforcemos para não acreditar que seus atos não passem de lenda, mesmo com toda a repercussão que ganham na mídia. Casos de mortes em série nos fazem refletir sobre a capacidade que muitos têm de matar pessoas por motivos cada vez mais fúteis - boa parte deles, envolvendo dinheiro. Pior do que tomarmos conhecimento de que um homem mata outro(s) homem(ns) é sabermos que dezenas de milhares de mulheres ficaram famosas pelos crimes que cometeram. É por essa razão que decidimos mostrar os 10 casos mais célebres de serial killers femininas - atrozes representantes do "sexo frágil".
 
10 - Maria Swanenburg (1839-1915)
Nacionalidade: Holandesa
Quantos matou: 27
 
Apelidada de “Goeie Mie” - em holandês “Boa Mie” - por cuidar de crianças e adultos doentes - Maria Swanenburg envenenou 27 pessoas com arsênico entre os anos de 1880 e 1883. Seu plano de matar mais pessoas acabou quando ela tentou envenenar outros 50, valendo-se do mesmo método. A assassina era motivada pelo dinheiro do seguro de vida que receberia das vítimas, de quem cuidava. Sua primeira vítima foi sua própria mãe, em 1880, ano em que ela também matou seu pai. Maria foi presa quando tentava envenenar a família Groothuizen, em dezembro de 1883. Foi condenada à prisão perpétua, local onde morreu, aos 75 anos, em 11 de abril de 1915.
 
09 – Jane Toppan (1854-1938)
Nacionalidade: Norte-Americana
Quantos matou: 31
Nascida Honora Kelley, Jane provinha de uma família com histórico de sérios problemas mentais. Em 1901, ela confessou ter matado 31 pessoas. Conta-se que seu maior desejo era o de matar mais pessoas que qualquer homem ou mulher já pensou em matar. Em 1885, Jane Toppan iniciou um curso de enfermagem no Hospital de Cambridge e foi nesse período que ela experimentava morfina e atropina em porcos, a fim de ver o que essas substâncias seriam capazes de fazer aos seus sistemas nervosos. É sabido que Jane abusava sexualmente de pacientes próximos à morte, com a intenção de “ressuscitá-los”. Ela misturava uma combinação de drogas e os dopava; a seguir os deitava em uma cama e abraçava seus corpos enquanto eles morriam. Jane começou a envenenar em 1895, quando matou o dono da casa onde morava. Quatro anos depois, ela matou sua irmã de criação, Elizabeth, com uma dose de estricnina. Em 1901, Toppan mudou-se com seu irmão mais velho, Alden Davis, e sua família para cuidar dele após a morte de sua mulher (que ela mesma assassinou). Semanas depois, ela matou Davis e duas de suas filhas. Ela voltou então para sua cidade natal e começou a namorar o marido de Elizabeth. Jane matou a irmã dele e o envenenou. Como o assassinato não se consumou, ele a expulsou de casa. Nesta época, os membros sobreviventes da família de Alden Davis pediram um exame toxicológico no corpo de sua filha mais nova. O resultado obtido foi o de que ela havia sido envenenada, o que levou autoridades locais a prenderem Jane Toppen por assassinato. Ela foi julgada inocente por razões de insanidade mental e sentenciada a permanecer internada pelo resto da vida em um sanatório.
 
08 - Vera Renczi (1903 - ?) Sem data exata
Nacionalidade: Romena
Quantos matou: 35
Os amigos de infância de Vera Renczi diziam que ela possuía um desejo patológico por constante companhia masculina e era de natureza ciumenta e suspeita. Vera casou pela primeira vez com um comerciante mais rico e mais velho que ela. Teve com ele um filho chamado Lorenzo. Deixada constantemente em casa enquanto seu marido trabalhava, ela começou a suspeitar que ele a traía. Uma noite, dotada de muita raiva, Vera Renczi pôs arsênico no jantar de seu marido e começou a dizer à família, amigos e vizinhos que fora abandonada com o filho. Depois de um ano de “luto”, então ela alegou que havia ouvido que o marido morrera em uma acidente de automóvel. Pouco tempo depois do “acidente do marido”, Vera voltou a casar, agora com um homem mais jovem que ela mesma. Porém, a relação entre eles era “tumultuada” e ela insinuou novamente que seu marido estaria envolvido em casos extra-conjugais. Depois de poucos meses de casamento, Vera contou a familiares e amigos que seu marido a abandonara. Um ano depois, ela alegou ter recebido uma carta do marido, que dizia deixá-la para sempre. Ela nunca mais casou, mas continuou a se envolver com homens ricos - casados e solteiros. Então Vera Renczi passou o resto da vida a iniciar relacionamentos, sugerir que era “traída” e “abandonada”. Depois que a mulher de um dos amantes de Vera Renczi o seguiu uma noite até a sua casa e o homem nunca retornara ao próprio lar, a polícia foi chamada para investigar seu desaparecimento. Ao chegar à adega da casa de Renczi, os policiais descobriram 32 caixões de zinco não-enterrados. Cada um continha um corpo de homem em variados estágios de decomposição. Vera foi presa e confessou haver envenenado os 32 homens com arsênico quando ela suspeitou que eles a trairiam ou que seus interesses nela estavam diminuindo. Ela também confessou ter assassinado os dois maridos e o filho Lorenzo. Ela contou a polícia que o filho veio lhe fazer uma visita, quando acidentalmente descobriu os caixões na adega e tentou chantageá-la. Consequentemente, ela o envenenou e desfez-se de seu corpo. Vera Renczi foi condenada à prisão perpétua pelos 35 assassinatos.
 
07 - La Quintrala (Catalina de los Ríos y Lisperguer - 1604-1665)
Nacionalidade: Chilena
Quantos matou: mais de 40
Catalina de Los Ríos foi uma aristocrática chilena do século XVII, proprietária de grandes lotes de terra. Possuía a alcunha “La Quintrala” devido ao seu cabelo vermelho. Durante o período colonial do Chile, ela ficou conhecida pela extrema crueldade que praticava contra seus inquilinos. La Quintrala foi acusada pelo assassinato de mais de 40 pessoas, o que fez dela um ícone do abuso e da opressão colonial. Sua figura ainda vive na cultura popular chilena, não só como o de exemplo máximo de mulher perversa e abusiva, mas também como da opressão do império espanhol.
 
06 - Belle Gunness (1859-1908)
Nacionalidade: Norueguesa
Quantos matou: mais de 40
Belle Sorenson Gunness, nascida Brynhild Paulsdatter Størseth, foi uma das mais famosas mulheres Serial Killer na história dos EUA. Suspeita-se que ela matou os maridos que teve e todos os seus filhos. Porém, ela é mais conhecida por ter matado todos os seus namorados e duas de suas filhas, Myrtle e Lucy. Tudo indica que grande parte das mortes eram ligadas a interesses financeiros, como benefícios de seguro de vida por morte e afins. Há suspeitas que ela tenha matado mais de 40 pessoas no decorrer de décadas.
 
05 - Amy Archer-Gilligan (1873-1962)
Nacionalidade: Norte-Americana
Quantos matou: 48
 
Amy Archer-Gilligan foi uma enfermeira, proprietária de uma casa de repouso. Inicialmente, ela matou 5 pessoas por envenenamento. Uma delas era seu segundo marido, Michael Gilligan, as demais eram pacientes. Estima-se que outras 43 pessoas tenham sido mortas por Amy, já que as mortes ocorreram em sua casa de repouso. Parentes dos pacientes acharam as mortes suspeitas – todas ocorridas em apenas 5 anos. Investigações foram feitas na casa e arsênico foi encontrado. A enfermeira alegou que o veneno havia sido usado para matar roedores, mas quando os corpos do segundo marido e dos clientes foram exumados, foi encontrada grande quantidade de arsênico. Amy foi presa em 1917 e condenada à prisão perpétua. Morreu na prisão em 1962, aos 89 anos.
 
04 - Delfina González (? - 1968) e María de Jesús González (? - anos 90?) Sem data exata
Nacionalidade: Mexicanas
Quantos matou: 91
Conhecidas como “Las Poquianchis”, as irmãs mexicanas se instalaram no Rancho El Ángel, também chamado de “bordel do inferno”. A polícia deteve uma mulher de nome Josefina Gutiérrez, procurada por suspeita de sequestrar jovens garotas na área de Guanajuato. Durante o depoimento, ela implicou as duas irmãs Gónzalez no esquema. Oficiais de polícia procuraram pelas duas irmãs na propriedade e encontraram os corpos de 11 homens, 80 mulheres e vários fetos, um total de mais de 91. Investigações revelaram o esquema – elas recrutariam prostitutas por meio de anúncios. Quando as prostitutas ficavam muito doentes, prejudicadas por repetidos estupros, perdiam a boa aparência ou deixavam de agradar os frequentadores, as irmãs as matavam. Delfina e María também costumavam matar os frequentadores do bordel que exibiam muito dinheiro. Julgadas em 1964, as irmãs González foram sentenciadas a 40 anos de prisão cada uma. Na cadeia, Delfina ficou louca porque temia que pudesse ser morta por protestantes furiosos. Acabou por morrer em um acidente: em 1968, um trabalhador que fazia reparos em sua cela derrubou, acidentalmente, um balde de cimento em sua cabeça. María cumpriu sua sentença e logo após ganhar liberdade, sumiu, ao lado de um homem de 64 anos que conhecera na prisão. Ela teria morrido em fins dos anos 90 já com idade avançada. É interessante citar que elas não cometeram todos esses crimes sozinhas: elas foram ajudadas por outras duas irmãs, Carmen e María Luisa. A primeira morreu na cadeia, de câncer; já María Luisa morreu sozinha em sua cela em 19 de novembro de 1984. Seu corpo, já comido por ratos, só fora descoberto um dia depois.
 
03 - Miyuki Ishikawa (1897-?) Sem data exata
Nacionalidade: japonesa
Quantos matou:103
Foi uma parteira japonesa. Acredita-se que ela seja a serial killer que mais assassinou bebês no mundo. Miyuki não agia sozinha: ela tinha a ajuda de vários cúmplices. Estima-se que ela tenha matado entre 85 e 169 crianças (a maioria iria ser abandonada pelos pais após o nascimento), mas dados oficiais asseguram que o número total de vítimas é 103. Os crimes começaram a ser descobertos quando 5 corpos de suas vítimas foram acidentalmente descobertos em janeiro de 1948. Autópsias feitas nos bebês mostraram que eles não haviam morrido de causas naturais. O incidente é lembrado como a principal causa de o governo japonês começar a considerar a legalização do aborto no Japão, o que de fato ocorreu um ano depois.
 
02 - Darya Saltykova (1730-1801)
Nacionalidade: Russa
Quantos matou: por volta de 138
Saltykova foi uma jovem nobre de Moscou que se tornou conhecida por torturar e matar mais de 100 servos (em sua maioria mulheres e garotas). Darya Saltykova casou-se jovem, teve dois filhos e enviuvou aos 26 anos. Dessa forma, ela herdou não apenas muita terra, mas um número considerável de servos. Tornando-se senhora de suas terras, Darya recebeu da corte real russa o direito de torturar e matar seus servos sem que nenhuma punição recaísse sobre seus ombros. No entanto, parentes das mulheres mortas por ela levaram uma petição até a imperatriz Catarina II, que decidiu julgar Saltykova publicamente pela sua iniciativa ilegal. A nobre foi presa em 1762 e assim ficou por seis anos, enquanto as investigações sobre o caso corriam. A investigação contou no mínimo 138 mortes suspeitas. Ela foi considerada culpada de ter matado 38 servas por batê-las e torturá-las até a morte. Em 1768, Saltykova foi acorrentada a uma plataforma em Moscou por uma hora com os seguintes dizeres em volta do pescoço: “Esta mulher torturou e matou”. Muitas pessoas vieram vê-la durante a hora que ela ficou exposta. Depois, Darya Saltykova foi encarcerada em um convento.
 
01 - Condessa Erzsébet Báthory (1560-1614)
 
Nacionalidade: húngara
Quantos matou: mais de 500
Erzsébet Báthory foi uma condessa húngara que ficou conhecida por uma série de crimes hediondos que teria cometido, vinculados com sua obsessão pela beleza. Devido a isso, ela ficou conhecida como "A condessa sangrenta" e "A condessa Drácula".
Vaidosa, Erzsébet ficou noiva do conde Ferenc Nadasdy aos onze anos de idade, com quem casaria 4 anos mais tarde. O conde era militar e, frequentemente, ficava fora de casa por longos períodos. Nesse meio tempo, Erzsébet cuidava dos assuntos do castelo do marido. Foi a partir daí que suas tendências sádicas começaram a serem reveladas - com o disciplinamento de um grande número de empregados, principalmente mulheres jovens. Qualquer motivo era desculpa para ela infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava alfinetes em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como sob as unhas.
 
No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar pela neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas. O marido de Báthory juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e até lhe ensinou algumas modalidades de punição: o despimento de uma mulher e o cobrimento do corpo com mel, deixando-o à mercê de insetos. O conde Nadasdy morreu em 1604 e nos anos que se seguiram à morte do marido, quem cometia os crimes com Erzsébet no crime foi uma mulher, Anna Darvulia. Quando Darvulia adoeceu, Erzsébet encontrou apoio em Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local, seu inquilino. Majorova encorava a condessa a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio. No início do verão de 1610, as primeiras investigações sobre os crimes de Erzsébet Báthory começaram. Ela foi presa no dia 26 de dezembro daquele ano e em 7 de janeiro de 1611 foi apresentada uma agenda encontrada nos aposentos de Erzsébet, a qual continha os nomes de 650 vítimas, todos registrados com a sua própria letra. Seus cúmplices foram condenados à morte, sendo a forma de execução determinada por seus papéis nas torturas. Erzsébet foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada em um aposento de um castelo sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e de alimentos. A condessa permaneceu aí os seus três
últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

São Paulo recebe exposição de Tim Burton em 2016



  Depois do grande sucesso da exposição Castelo Rá-Tim-Bum, o Museu da Imagem e do Som (MIS) pretende atrair um grande público mais uma vez. Com estreia prevista entre janeiro e abril de 2016, o centro de exposições deve receber as obras do cineasta Tim Burton.
   A abertura da mostra será feita pelo próprio diretor, que confirmou presença em um contrato fechado com o MIS. Tim Burton ficou conhecido por ser criativo e dirigir filmes como " Edward Mãos de Tesoura" , "O Estranho Mundo de Jack", "A noiva cadáver" e "Alice no País das Maravilhas". Assim como as exposições Stanley Kubrick e David Bowie - sucessos de público - que foram trazidas de importantes instituições internacionais, "Tim Burton : A exposição ", iniciada no MoMa em Nova York, será adaptada para o público brasileiro.
  A megaexposição contará com 700 obras, entre bonecos,pinturas e storyboards. E apresentará ao expectador momentos importantes de toda carreira do cineasta



Fonte: Diário SP Online

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Projeto Sarau com Lucas Lopez acontece nessa quinta-feira


O cantor e compositor maranhense Lucas Lopez se apresenta nessa quinta-feira (18) no projeto Sarau, cantando músicas de grandes compositores maranhenses e do cenário nacional, além de doze músicas autorais que farão parte do repertório de seu primeiro álbum homônimo traz uma sonoridade viciante que retrata as raízes da cultura popular maranhense.

Lucas Lopez é cantor, compositor e músico tendo iniciado sua carreira artística muito cedo, aos 14 anos participando de circuitos universitários. Desde então participado ao lado de bandas e artistas locais em circuitos oficiais da SECMA e FUNC-MA, além de apresentações em circuitos carnavalescos e juninos do interior do estado, e apresentações em associações como ELETRONORTE, AABB, ABEM,etc.

Como interprete adquiriu influências com grandes nomes da MPB e do                            Rock nacional como  Legião Urbana, Cassia Eller, Frejat e Cazuza.                                    Atualmente Lucas Lopez está com uma agenda voltada ao voz e violão com                    repertório de clássicos do rock oitentista e MPB.

O projeto Sarau surgiu em 2012 com objetivo de divulgar artistas maranhenses    para grande público, a partir de uma ambientação para voz e violão. A capacidade          é para 50 pessoas, couver artístico é R$10,00.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Moda gótica versus moda metal



Muitas vezes as pessoas confundem um visual gótico com apenas “se vestir de preto” e ter um “visual trevoso”. E vamos a algumas constatações.
São poucas as bandas de gothic metal que usam ou já usaram algum visual mais glam ou mesmo gótico. Em geral as bandas de metal usam preto como cor principal. Quase nunca diferem desse tipo de coisa, usando roupas comuns, penteados comuns, apenas com uma aparência um pouco mais sombria. Mas nada que tenha alguma importância na concepção visual do seu estilo.
Isso se deve as heranças hard rock do metal. Bandas como Black Sabbath já adotavam um visual mais parecido com o que se vê hoje. Mesmo sem ser algo exagerado, essa concepção foi levada adiante.
Temos os visuais masculinos altamente agressivos. O uso despikes, corpse paint, cabelos compridos desgrenhados, rapazes geralmente fortes, roupas de couro, cintos com balas de armas. Jaquetas de couro com rebites. Expressões e gestos que expressem poder, atitude, força. Replicas de armas, em estilo medieval. Roupas que expressem o fator violento do som. Os visuais femininos tendem a parecer algo mais vulgar, com roupas mais juntas ao corpo, vestidos com aquele ar mais “antiquado”, pouca maquiagem. Cabelos sempre perfeitos, sedosos, compridos.
Já no visual gótico, há uma tendência mais glam, mais feminina. As roupas, por mais sombrias que sejam, nem sempre são pretas ou trazem aquele ar carregado e agressivo. Os homens tendem a usar sobretudos, capas, roupas femininas, maquiagem, penteados diversos. As mulheres possuem um apelo mais sensual e mais provocativo, usando menos da vulgaridade para compor seu estilo. Há o uso intenso de maquiagens, sombras e outros apetrechos. Muito embora seja uma forma mais exagerada de conceber um visual, o gótico não se torna agressivo. Ele deixa transparecer um sentimento mais nostálgico e menos “heróico”.
Isso acontece por conta dos valores. O heavy metal carrega valores altamente masculinos, que são a força, a conquista, a brutalidade, o machismo. Já o gótico, por herança do glam rock, traz no seu visual uma estética feminina, que se preocupa com detalhes, com as sutilezas e com a beleza. Esses são trabalhados, há todo um cuidado com o significado do visual atrelado ao som que tocam, coisa que passa desapercebida pelo metal.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Rock gótico: o desalento na cultura pop


Rock gótico: o desalento na cultura pop

Em 1976, Joey Ramone cantava que já não se importava nem com este mundo nem com aquela garota. “I Don’t Care” era uma letra minimalista cantada melancolicamente sobre acordes furiosos. O desalento punk dos Ramones era sinal de que há algum tempo parte dos adolescentes já não via o mundo de uma forma colorida e otimista. A canção jovem precisava expressar essas novas percepções do mundo. E ela fez isso de diferentes maneiras. O movimento dark ou gótico foi uma delas.




Divulgação
Nos anos 80, o The Cure transformou as angústias adolescentes em belas canções, entre elas algumas das melhores que o rock gótico já criou


O rock gótico foi um dos primeiros filhotes do punk no final dos anos 70. Numa época em que a disco music festiva e descompromissada dominava as paradas de sucesso, uma vertente do rock com canções introspectivas, letras que expressavam angústias e uma visão sombria da sociedade e trágica dos relacionamentos amorosos surgiu no Reino Unido. Bandas como Siouxsie and the Banshees e Bauhaus misturaram efeitos eletrônicos, uma repetitiva e onipresente bateria e vocais dramáticos para cantar sua visão pessimista do mundo.


Reprodução
"Bela Lugosi's Dead", considerado o marco inicial do rock gótico


Muitos críticos consideram o lançamento do disco “Bela Lugosi’s Dead”, do Bauhaus, em 1979, o marco inicial do rock gótico. O estilo logo ganhou adeptos e nos anos 80 despontaram bandas como The Jesus and Mary Chain, Sisters of Mercy e aquela que é considerada uma das mais expressivas e bem-sucedidas do gênero, o The Cure, apesar do grupo ter uma produção musical que vai bem além do estilo.



Divulgação
Siouxsie Sioux

As principais características do rock gótico surgiram logo nos primeiros dias do punk britânico, inspiradas no “faça você mesmo”, no niilismo e na agressividade visual e sonora preconizados pelo punk. Só que com uma predileção por temas que misturam obsessão pela morte, romantismo macabro e sadomasoquismo. Parte das raízes do rock gótico estava também no glam rock dos anos 70, de David Bowie e Roxy Music, e no rock alternativo de Nova Iorque do final dos anos 60, como o do Velvet Underground. Visualmente, roupas pretas, muitas de couro no mesmo estilo sadomasoquista do punk, e maquiagens faciais de aspecto fúnebre identificavam os admiradores do gótico.
Várias culturas e movimentos artísticos influenciaram o fenômeno. Uma das mais importantes foi a tradição literária do Romantismo do “mal do século” que teve seu expoente com Lorde Byron, mais de uma centena de anos antes na Inglaterra. Também elementos das antigas culturas egípcia e celta, da mitologia cristã, do surrealismo e do dadaísmo, citações de perversidades sexuais e de histórias de vampiros, futurismos cibernéticos e a filosofia de Nietzsche compuseram uma colagem de referências presentes nas canções góticas.
O gótico emplacou diversos sucessos que viraram clássicos da cultura pop como “Lullaby” e “Lovesong”, do The Cure, e “Christine”, de Siouxsie and the Banshees. As influências da atmosfera do dark estão presentes também em canções clássicas de bandas que não pertenciam ao movimento como em “She Lost Control”, do Joy Division, ou “Suffer Little Children”, dos Smiths. A herança gótica avançou pela década de 90 influenciando bandas como Type O Negative e Nine Inch Nails, entre outras.




Reprodução
"Disintegration", do The Cure, é considerado pela crítica
um dos melhores discos da banda e da história do rock


A cena gótica se diluiu na virada dos anos 80 para os 90, mas os sentimentos de rejeição, solidão e desilusão que atingem parte dos adolescentes não. E a música pop continuou a tê-los como temas principais em movimentos como o grunge e as canções de Nirvana, Pearl Jam e companhia. Mas, apesar de tocar nos mesmos problemas, o grunge não agradava a uma parcela da juventude que tinha mais afinidade com os valores e a visão do mundo que o rock gótico trazia.
A subcultura gótica foi um caminho que muitos jovens com uma sensibilidade mais romântica encontraram para lidar com as dificuldades emocionais da adolescência, com a crescente complexidade do mundo a sua volta e com a percepção negativa do futuro. Enquanto esses fatores, que podem ter contribuído para o sucesso do gótico como uma das mais duradouras subculturas jovens, persistirem, uma parte dos jovens buscará na cultura pop canções que expressem essa sensação de desalento e que de alguma forma os ajudem a se sentir menos sozinhos.






 




 




Discografia básica

Conheça dez álbuns essenciais para uma discoteca inicial de rock gótico:

Bela Lugosi’s Dead (1979) – Bauhaus
Closer (1980) – Joy Division
Seventeen Seconds (1980) – The Cure
Juju (1981) – Siouxsie and The Banshees
Pornography (1982) – The Cure
Nocturne (1983) – Siouxsie and The Banshees
First and Last and Always (1985) – Sisters of Mercy
Psychocandy (1985)– The Jesus and Mary Chain
Disintegration (1989) – The Cure
The Downard Spiral (1994) - Nine Inch Nails

Filme O Retrato de Dorian Gray Download - Atualizado



Introdução sobre O Retrato de Dorian Gray







Numa época de desencanto, um jovem e belo aristocrata inglês teve seu retrato pintado por um amigo artista. Ao olhar a perfeição da figura ali retratada, ele se deu conta pela primeira vez da sua extraordinária beleza.
Ao mesmo tempo, percebeu também que o tempo seria implacável e que,
em alguns anos, o que era belo se tornaria decrépito. Mas, a pintura imortalizou aquele momento e o que ele não faria para que, em vez de seu corpo, fosse aquela imagem no quadro que envelhecesse e recebesse todas as mazelas que a vida lhe tinha reservado.
Ele estabeleceu, então, uma estranha relação com seu retrato e num pacto que remete ao “Fausto”,
 de Goethe, trocou sua alma pela beleza eterna.
Esse jovem chamava-se Dorian Gray.  




Divulgação / Momentum Pictures
“O Retrato de Dorian Gray” foi o único romance escrito por Oscar Wilde. Ele seria o suficiente para colocá-lo entre os mais importantes escritores da língua inglesa. Considerado uma das obras-primas da literatura universal, o livro tem sido uma fonte inesgotável de estudos, análises críticas e adaptações para o cinema, a TV e o teatro. Um dos motivos disso é a riqueza do texto de Wilde, que remete ora ao mito grego de Narciso ora à “inutilidade” da arte, entre tantas outras referências culturais. Metáfora da agonia do final do século 19, inserido no decadentismo – estética que se opôs ao realismo e ao naturalismo e carregou uma visão pessimista do mundo –, “O Retrato de Dorian Gray” recusa o racionalismo para mergulhar no fantástico e assim nos mostrar que a arte não é mais o reflexo do real e sim que “a vida é o espelho da arte”, nas palavras do próprio Oscar Wilde.         




Os principais personagens

Dorian Gray: jovem aristocrático cuja consciência da beleza física ao vê-la retratada em um quadro e a tentação de mantê-la eternamente acabam por corrompê-lo. Sob a influência de Lorde Wotton passa a perseguir todos os prazeres possíveis não importando se são imorais ou sórdidos.

Basil Hallward: artista plástico que torna-se amigo de Dorian ao conhecê-lo numa festa. Obcecado pela bela figura do jovem aristocrata o acaba retratando num quadro que torna-se sua obra-prima.

Lorde Henry Wotton: aristocrata amigo de Basil, é um ferino crítico da hipocrisia e do moralismo da era vitoriana. Ao conhecer Dorian o seduz com sua visão de mundo cínica e hedonista.

Sibyl Vane: atriz jovem e talentosa por quem Dorian se apaixona. Sua condição econômica é precária e sua paixão pelo jovem aristocrata acaba comprometendo sua performance nos palcos.

A obra mostra a inquietação de Wilde em relação à hipocrisia da era vitoriana na Inglaterra. Uma época marcada pela prosperidade econômica e pelas péssimas condições de vida para boa parte dos trabalhadores, que tinha o puritanismo convivendo com uma ampla tolerância à prostituição, que assistia à inovação artística vinda de obras como “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, ao lado do sucesso popular de shows sobre fenômenos paranormais. No ensaio “Oscar Wilde: o esteta e o mascaramento do corpo”, Stella Maria Ferreira mostra que, no desenrolar da narrativa sobre Dorian Gray, o escritor faz a inversão de todos os valores abraçados pela sociedade da época.




Divulgação / Momentum Pictures
Cena de "Dorian Gray", dirigido por Oliver Parker, com Colin Firth (à esquerda) como Lorde Wotton e Ben Barnes como Dorian Gray

“O Retrato de Dorian Gray” foi publicado em 1891. Na obra ficam evidentes as influências do romance gótico e das ideias do decadentismo. O pacto fáustico de Gray em busca da eterna aparência de beleza e juventude, seu processo de auto-destruição e passagens homoeróticas retratadas no livro alimentaram várias críticas na época que o acusaram de ser “imoral”. Wilde respondeu a elas defendendo a amoralidade da arte. No prefácio do livro, Wilde expõe sua filosofia. Em suma, para ele, o propósito da arte é não ter propósito, uma declarada afronta à mentalidade vitoriana que pensava a arte como instrumento de educação social e de “elevação moral”. A influência de “O Retrato de Dorian Gray”, com sua temática da supremacia da juventude e da beleza e da superficialidade da sociedade, tem alcançado várias linguagens artísticas, do cinema à música pop, desde o seu lançamento.




Dorian Gray, o filme

“O Retrato de Dorian Gray” já ganhou várias adaptações para o cinema. Em 2009 estréia na Europa a versão com direção de Oliver Parker (“Eu Realmente Odeio Meu Trabalho”, “A Importância de Ser Honesto”), um diretor especializado nas adaptações das obras de Oscar Wilde para as telonas. O filme traz Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia”, “Stardust”) no papel de Dorian Gray, Colin Firth como Lorde Henry Wotton, Ben Chaplin como Basil Hallward e Rachel Hurd-Wood como Sibyl Vane.

Biografia de Oscar Wilde





Reprodução
Retrato do escritor Oscar Wilde
Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin (Irlanda), em 16 de outubro de 1854. Filho de intelectuais irlandeses – seu pai era médico e escreveu sobre arqueologia e folclore e sua mãe era uma nacionalista especialista em mitologia e cultura céltica, além de poetisa –, o jovem passou a infância estudando em sua terra natal até ganhar uma bolsa de estudos no Magdallen College, da Universidade de Oxford.

Nos anos em Oxford, o gênio e a personalidade de Wilde floresceram. Ele se destacou como um dedicado estudioso, um devotado esteta defensor da “arte pela arte” e um inspirado poeta, que ganhou o prêmio Newdigate com seu poema “Ravenna”. No começo dos anos 1880, Wilde estava residindo em Londres e estabeleceu-se nos círculos literários locais onde desfilava sua inteligência, elegância e extravagâncias. Após a publicação de “Poemas”, em 1881, obra na qual reforçava sua ligação com o esteticismo, ele partiu para uma série de palestras nos Estados Unidos e no Canadá. Vestido com suas jaquetas de veludo, meias negras de seda e calças curtas tipo corsário, Wilde passou um ano provocando a indignação da imprensa com sua postura lânguida e hedonista e discursando sobre a supremacia da beleza e da arte para o público da América do Norte.




Reprodução
Capa de edição em inglês de "O Retrato de Dorian Gray"
Após sua volta ao Reino Unido, Wilde casou-se em 1884 com Constance Lloyd, filha de um proeminente advogado irlandês. Nos anos seguintes, eles tiveram duas crianças: Cyril e Vyvyan. Foi um período em que Wilde desenvolveu ainda mais suas habilidades como escritor ao trabalhar em publicações como a Pall Mall Gazette e a Woman’s World . Em 1888, ele publicou “O Príncipe Feliz e outros contos”.

No começo da década seguinte Wilde produziria sua obra-prima e um dos mais importantes livros de todos os tempos. “O Retrato de Dorian Gray” foi publicado originalmente na Lippincott’s Magazine, mas foi revisado e ampliado em 1891 ganhando seis capítulos antes de ser lançado como livro. No mesmo ano, ele voltaria a mostrar sua extraordinária criatividade com o lançamento das obras “Crime de Lorde Arthur Savile e Outras Histórias” e “A House of Pomegranates”.

Wilde inciou também uma fecunda e bem-sucedida produção de dramaturgias. Entre as peças de maior destaque estão “Salomé”, “Uma Mulher Sem Importância”, “Um Marido Ideal” e “A Importância de Ser Honesto”. A sátira à hipocrisia da era vitoriana era um dos seus temas prediletos nas comédias que escreveu. Os sucessos das corrosivas críticas de Wilde à sociedade e sua incansável perseguição aos prazeres da vida lhe renderiam muitos inimigos. Um deles foi o Marquês de Queensberry, pai de Lorde Alfred Douglas com quem Oscar Wilde havia estabelecido uma íntima amizade desde 1891. O Marquês acusou Wilde de sodomia e o escritor resolveu processá-lo por difamação. Isso, no entanto, mostrou-se uma estratégia equivocada. O processo revelou evidências de uma vida sexual polêmica para a época e resultou em novas acusações e no julgamento de Wilde. Condenado, devido a suas opções sexuais, ele passou dois anos cumprindo pena de prisão com trabalhos forçados em Reading Gaol.





Reprodução
Versão para o cinema da peça
"A Importância de Ser Honesto", escrita por Oscar Wilde

As péssimas condições do presídio lhe deixaram graves sequelas. Ao ser libertado rumou para Paris. Durante o processo e a prisão, ele caiu em desgraça, perdendo seus bens, o apoio da família e suas obras foram recolhidas. Sua tentativa de voltar a ser um brilhante escritor esbarraram em sua precária condição financeira, no vício pelo absinto que adquiriu na capital francesa e numa morte repentina causada por meningite em 30 de novembro de 1900.



Obras de Oscar Wilde

Ravenna (1878)
Poemas (1881)
O Príncipe Feliz e Outros Contos (1888)
The Decay of Lying (1889)
O Retrato de Dorian Gray (1891) 
Os crimes de Lorde Arthur Savile e Outras Histórias (1891)
Intentions (1891)
Salomé (1891)
The House of Pomegranates (1892)
O Leque de Lady Windermere (1892)
Uma Mulher Sem Importância (1893)
The Duchess of Padua (1893)
The Sphinx (1894)
Um Marido Ideal (1895)
A Importância de Ser Honesto (1895)
A Balada do Cárcere de Reading (1898)